Crítica: Coin Locker Girl (차이나타운) [2015]

Procurando por novos ‘Revenge/thrillers’ vindos da Coreia do Sul, me deparei com esse filme dirigido por Han Jun-hee, que foi um dos produtores do ótimo ‘Hwayi: A Monster Boy‘ e é estrelado pela atriz Kim Go-eun (Monster, 2014). O filme foi exibido no Festival de Cannes em 2015 e em alguns festivais menores voltados para o horror/thriller mundo a fora.
A sinopse é bem simples: Uma menina recém-nascida é colocada em um armário operado por moedas em uma estação de metrô. Ela é criada por uma chefe (conhecida apenas como mãe) de um grupo de agiotas. Mais tarde, já adolescente, ela realiza missões dadas por sua mãe.

Com base em uma trama simples, espera-se personagens simplórios! E é exatamente o que nos é entregue, sem muita profundidade os personagens começam a pintar na tela um atrás do outro sem muita informação dada ao telespectador, isso não é necessariamente algo ruim, afinal nos mostra que o diretor sabe o produto que está fazendo e pode nos brindar com um foco em outros aspectos, como a ação, o drama dos personagens, etc, porém ‘Coin Locker Gir’ (China Town em alguns países), não tem um foco em um gênero em específico a não ser o drama. Não podemos o enquadrar no gênero thriller pois o filme não explora o suspense, tensão ou excitação como principais elementos da trama.
Como um filme de drama, Coin Locker Girl ainda falha em alguns aspectos mais básicos do gênero. O tom “sério”, não cômico, é bem retratado mas o desenvolvimento dos fatos e circunstâncias compatíveis com os da vida real (que são os alicerces do gênero) são um tanto quanto rasas demais.
A personagem principal, Il-Young (Kim Go-eun), se aproxima de um dos seus alvos/clientes da qual deveria ser cobrado uma quantia em dinheiro, e como ele não possuía tal quantia, seu dever como uma boa agiota era espancar o coitado, de alguma forma, ela sente algo por ele, algo ‘diferente’, que a faz não cumprir sua função e através dessa situação a trama se desenrola. O longa falha em criar uma boa conexão entre os personagens, a ponto de não nos fazer se importar com o que acontece com eles. Logo, quando um personagem central morre, é apenas mais uma morte.

Entre as falhas, Coin Locker Girl nos entrega algumas boas atuações, como a própria Kim Go-eun como Il-Young e Kim Hye-su (Three… Extremes) como a ‘Mãe’. A violência vem de forma bem natural aos acontecimentos do filme, embora não seja extrema, ainda pode causar desconforto nos não adeptos à ‘violência sul coreana’. Um bom filme para se assistir em uma noite, quando se está faltando ideias.

Violência: 03/05

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Nota Final: 02/05
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