Imprint [2006] O perturbador episódio banido de Takashi Miike

Se a verdade for muito cruel, vale a pena ouvi-la? Sim! Pelo menos é isso que Christopher (Billy Drago), o protagonista pensa, e para nossa sorte como telespectador, a verdade é cruel até para nós.
Depois de muita procura, obtive acesso à primeira temporada da série antológica “Mestres do Terror”, cada episódio, uma história diferente, e o melhor, dirigida por grandes nomes do gênero, Tobe Hooper (O Massacre da Serra Elétrica, 1974), Dario Argento (Suspiria, 1977), John Carpenter (O Enigma do outro Mundo, 1982) e claro, Takashi Miike, além de muitos outros.
A primeira temporada possui 13 episódios e foi exibida pelo canal Showtime em 2005/2006. Cada diretor tinha um orçamento limitado para criar sua obra. A série foi exibida normalmente, porém, o último episódio, dirigido por Takashi Miike foi banido pelo canal Showtime, que no início até tentou censurar algumas partes mas no fim acabou que por cancelar a exibição do episódio por considerar ‘perturbador demais’ para a TV. Claro que tudo isso funcionou muito bem para o episódio de Miike, tanto que quando tive acesso a série, esse foi o primeiro episódio que vi!
Imprint
A obra começa com Christopher (Billy Drago) chegando em um ilha sinistra onde ele irá dar continuidade à procura de sua amada Komomo (Michié) da qual havia lhe prometido lhe levar para a América anos antes. Chegando lá, ele não encontra Komomo e decide passar a noite em companhia de uma prostituta desfigurada. Através dela, Christopher começa a ouvir a história de Komomo, à cada fato revelado, a história começa a ficar mais macabra e quanto mais ouvimos, mais reviravoltas acontecem!
A narrativa é muito bem elaborada, pois a cada novo fato acrescentado a história, o ponto de vista do telespectador muda sobre um mesmo acontecimento. Com base nessa narrativa bem construída, Miike não para de jogar reviravoltas na tela.
Logo nos primeiros minutos de Imprint já fica claro os motivos que levaram a rede Showtime de não exibir tal episódio, não revelarei muito para não estragar as surpresas mas o fato é que Imprint deixa muito claro que (para nossa sorte) Takashi Miike é um verdadeiro psicopata!


As cenas de tortura são longas, ocupam boa parte do longa (que possui 60 minutos de duração) e vão fazer você se remexer por dentro! Conforme mais fatos são revelados, nosso ponto de vista vai mudando e com base nisso, o clima vai ficando mais pesado pois vamos lentamente descobrindo a verdade!
Como é uma produção americana com atores orientais, os diálogos são em inglês. Isso me incomodou um pouco, pois o sotaque de alguns atores é horrível e nada crível, a barreira linguística sempre deveria ser seguida mesmo em trabalhos feitos para a TV.
Os cenários fechados são muito bem construídos, o mesmo não pode ser dito dos cenários “externos” que parecem uma versão de cenários do Chapolin melhorados, isso não é necessariamente ruim, uma vez que tudo foi feito para ficar com cara de ‘filme B’.
No fim, quando somos entregues a verdade dos ocorridos, Imprint me perdeu um pouco pois parece ter tirado um evento do Gremlins, não deixava de achar graça sempre que via aquela aberração em tela.

No fim, Imprint corresponde ao hype criado em torno do status de ‘episódio banido’ mesmo que a revelação ‘Gremlins’ na reta final possa tirar um pouco desse brilho.

Shigurui – Death Frenzy

Ainda neste dia 24 de abril, quero trazer mais uma homenagem aos SAMURAIS!
Dessa vez não com outro filme de samurai (ainda terá muitos outros figurando por aqui) mas com uma mídia diferente, que apesar de episódico, não deixa de estar dentro do contexto aqui do Oriente Extremo. É o ‘anime’ Shigurui: Death Frenzy, esse anime é uma das que considero como ‘obra-prima isolada’, pois apesar de se diferenciar de certa forma de seu material original (mangá escrito por Takayuki Yamaguchi) não deixa de ser um ótimo entretenimento por si só!
Assim como a adaptação de BERSERK (meu mangá favorito), Shigurui tenta seguir os passos de sua obra original até certo ponto do mangá mas com menos episódios (Berserk possui 25, Shigurui apenas 12). Embora não capture toda a tensão do material original, o estúdio Madhouse (Hellsing Ultimate, Death Note) ainda faz um ótimo trabalho em criar uma atmosfera incrível. Com base apenas nos primeiros 32 capítulos do mangá, (que vai até metade do sexto volume publicado) o anime foi exibido pela emissora WOWOW em 19 de julho de 2007 até 12 de outubro do mesmo ano. A série foi dirigida por Hiroshi Hamasaki (do ótimo Steins;Gate) e foi adaptada por Seishi Minakami.
A história começa em 1629 Shizuoka durante a regra de Tokugawa Tadanaga. O daimyo organizou um torneio onde os participantes lutaram com espadas reais em vez das tradicionais thanbokken (“espada de madeira”). A história gira em torno do primeiro combate entre o espadachim de um braço Fujiki Gennosuke e o samurai cego Irako Seigen e lida com as circunstâncias que levaram os dois a participar do torneio Tokugawa.

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Logo nos primeiros instantes de Shigurui, nota-se que este não será um anime tradicional shonen pois assim como Berserk a violência aqui é constante e sempre mostrada de forma visceral e extrema. Infelizmente essa violência extrema pode afastar algumas pessoas da obra, porém, para os que estão dispostos a enfrentar esse olhar peculiar sobre os samurais e toda sua violência, Shigurui brinda com uma exploração muito bem aprofundada em todos os seus personagens.
A história, apesar de se iniciar como uma típica história de samurai logo começa a se transformar em um thriller, e as vezes pode beirar o horror genuíno, com torturas e incontáveis litros de sangue jorrando na tela.

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Assim como o gênero SEINEN propõe histórias sérias para um público maior de idade, a trilha sonora de Shigurui é madura, nada de K-pop aqui, tudo é bem tematizado, a trilha sonora só adiciona mais tensão ao que se é visto em tela.
Mesmo com toda a mistura de gênero, atmosfera sombria e personagens bem trabalhados, nada disso seria grandioso se a animação não fosse das melhores. Nesse aspecto, a Madhouse da um SHOW de animação, tecnicamente, o anime segue o padrão estabelecido em animes como Hellsing Ultimate e Death Note, com uma animação fluida e cores abstratas muito bem distribuídas mesmo que o tom ‘cinza’ seja predominante.

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Como eu disse antes, Shigurui é uma verdadeira obra-prima, mesmo que não seja equivalente a fonte, ainda brilha em todos os aspectos possíveis que se pode pedir de uma animação, seu único e verdadeiro defeito, realmente, é ser pequeno demais…

 

Crítica: Headshot (2016)

Headshot é uma produção da Indonésia, o filme foi dirigido pelos irmãos Kimo Stamboel e Timo Tjahjanto, popularmente conhecidos como ‘The Mo Brothers‘. Lançado em setembro de 2016 no Festival Internacional de Cinema de Toronto.
O filme é estrelado por Iko Uwais (The Raid 1 e 2), Julie Estelle e Very Tri Yulisman ( respectivamente, a garota do martelo e o cara do taco de baseball de The Raid 2), Sunny Pang e Chelsea Islan. O filme ficou conhecido antes do lançamento como o ‘Jason Bourne com luta de verdade’. De Bourne, Headshot bebe pouco, além do fato do protagonista sofrer de amnésia, pouco se pode comparar entre os dois filmes.
Fãs de The Raid (Operação Invasão) alegrem-se pois o filme é um grande aquecimento pra The Raid 3 (ainda que esse esteja longe de acontecer), o filme é visceral, violento ao extremo e IKO está no filme, porém nem tudo são mar de sangue rosas nesse filme…
Headshot peca no enredo, sendo previsível e um pouco repetitivo mas HELL, é um filme de ação, então vamos focar na ação! Depois da incrível luta da cozinha que fecha The Raid 2 com chave de ouro, o gosto de ‘quero mais’ esta presente na boca de muitos fãs. E esse filme vem para suprir esse desejo por mais carnificina… porém, se você espera um combate ao nível The Raid, vai se decepcionar muito! Veja o filme apenas com um aperitivo do que está por vir no futuro, e que esse filme esta aí apenas para suprir nosso desejo por sangue. As lutas não são tão tensas como em The Raid, o que já era esperado, afinal não temos a presença de Gareth Evans e Yayan Ruhian (aqui é creditado apenas como Uwais Team). Mas quando digo que as lutas ‘não são tão tensas’ eu não quero dizer que são ruins, apenas que não estão naquele nível de perfeição, mas ainda dão um show em muito filme de ação dos dias atuais!

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Os vilões são bem canastrões, então espere rodeios em situações simples, mas isso contribui para termos combates mais disputados no mano a mano o que acaba por ser um  bom entretenimento. Como um grande fã de Iko eu vibrava a cada nova sequência de luta, e a cada gota de sangue derramado eu me perguntava qual é a mágica que a Ásia tem para fazer essa violência extrema ser tão prazerosa!? Se você quer sangue, não vai se decepcionar em Headshot!
O trabalho de câmeras é um acerto, embora eles reciclem alguns truques de The Raid, como a do ônibus por exemplo, não deixa de ser um fantástico trabalho entre coordenação e coreografia. Dessa vez Iko luta contra Julie Estelle e Very Tri Yulisman separados e não juntos igual The Raid 2. O mais legal aqui, são as interações, aqui eles trocam palavras durante as lutas, o tom é diferente, em The Raid 2 tínhamos um clima mais desesperado, era o que a situação requeria, aqui, eles se conhecem, então fica difícil não ter certa emoção durante a luta.
A trilha sonora passa um clima de thriller, o que funciona muito bem, principalmente na luta final! Onde o tom emocional é ainda mais forte. Se você é fã de The Raid, fortemente recomendo esse filme! Só não espere algo no mesmo patamar! Quanto aos diretores The Mo Brothers que fizeram sua estreia no gênero ação com esse filme: Nada mal!

Headshot (2016) Iko Uwais vs Sunny Pang

Violência: 05/05

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Nota Final: 03/05
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Hard Boiled/辣手神探 (Fervura Máxima) [1992]

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Em uma época onde a palavra ‘MÁXIMA’ estava em alta nos títulos lançados no país – Speed/Velocidade Máxima (1994), Sonatine/Adrenalina Máxima (1993) – chegou em VHS o filme Lat Sau San Taam(辣手神探). O filme foi lançado no país pelo nome de Fervura Máxima, naquela época alguns filmes levavam três ou quatro anos para chegar ao nosso mercado, isso quando chegava, mas devemos admitir que os filmes asiáticos na antiga época do VHS eram mais lançados no Brasil do que hoje em dia. Muitos filmes asiáticos hoje em dia sequer chegam ao nosso mercado. Fervura Máxima mesmo (que título triste…), não havia sido lançado em DVD no nosso país até o mês passado, quando a distribuidora ‘Obras-Primas do Cinema‘ nos presenteou com o filme!
Dirigido pelo mestre da ação John Woo (The Killer, Bala na Cabeça, Alvo Duplo) e estrelado por Chow Yun Fat (O Tigre e o Dragão), o filme é simplesmente, um dos melhores filmes de ação que você pode encontrar por aí, esse clássico não só nos presenteia com cenas de ação intensas mas nos faz lembrar de como filmes de ação costumavam ser bem filmados. Com o mercado americano atual sugando a mente de todos os que gostam de assistir filmes e entregando filmes de ação cheios de CGI e shaky cam (salvo filmes do circuito B e John Wick é claro), assistir a essa obra é bem recompensador pelo quesito AÇÃO! Como essa é uma crítica de um filme de ação, sempre gosto de dizer antes de começar que de fato estarei centrando meu review na ação em si.
A sinopse: “Em Hong Kong, Yuen (Chow Yun-Fat), um inspetor de polícia que é normalmente conhecido como Tequila, fica transtornado quando seu parceiro morre em um tiroteio com gângster em uma casa de chá. Tequila então se une a Alan, interpretado por Tony Leung (Conflitos Internos, Bala na Cabeça), um policial infiltrado, para vingar o amigo e impedir que esta quadrilha mate gente inocente.”
Woo nos brinda com inúmeras sequências de ação sangrentas, e um trabalho de câmera dinâmico que nos coloca a par de tudo e a todos ao redor, o tiroteio inicial na casa de chá já é um clássico por si só, inclusive sempre é lembrada nas listas de ‘maiores tiroteios do cinema’ ou ‘melhores sequências de ação’, essa cena sempre disputa com a famosa sequência do hospital, onde temos o uso de uma única câmera que segue os protagonistas durante o tiroteio, interessante que essa cena em questão, é do mesmo filme!

Se em algumas partes temos os tiroteios sendo conduzidos quase como uma sinfonia violenta, em outras temos um vislumbre de como John Woo é merecedor do título de um ‘Um dos melhores diretores de ação de todos os tempo’, algumas cenas, nas mãos de outros diretores, não teriam o mesmo brilho. O ‘STYLISH’ do diretor continua, porém de forma diferente do visto antes. Se aqui não temos sobretudos e óculos escuros como em A Better Tomorrow (Alvo Duplo), ainda temos as famosas Dual Guns, Mexican Standoffs, o foco na amizade, e claro, muita violência. As dual guns aliás, estão bem overpower em Hard Boiled, Tequila atira como o Rambo e o mesmo pode-se dizer de Alan, o interessante é ver certos indivíduos não iniciados ao trabalho de Woo dizer que “esse cara (John Woo), não sabe como uma arma funciona.” O fato é que John Woo e toda sua equipe, sacrificam todo o realismo por trás das armas de fogo e foca simplesmente no estilão badass dos protagonistas.
Woo faz o uso do slow-motion como nenhum outro, para nos por a par da geografia local, e para enfatizar um ocorrido que nos trará emoção através da ação ou de um simples olhar. Na realidade teríamos muitas das situações sendo dribladas de formas diferentes por dois policiais experientes, porém esse é o universo cinematográfico de John Woo, onde ele constrói sua própria realidade, questionar o realismo nos filmes de Woo seria a mesma coisa de questionar como ninguém morre na Alameda dos Anjos durante os combates dentre os Mega Zordes e os monstros… Ou porque o Superman não usa a visão de Raio-X pra ver Lois Lane pelada! Simplesmente não se questiona esse realismo nessas obras, o mesmo pode-se dizer nas obras de John Woo!
Todas as sequências de tensão são seguidas por sequências de extrema calmaria, interessante como o diretor molda todo o seguimento violento do filme e consegue unificar as cenas mais calmas. Se não tememos pela vida dos protagonistas, aprendemos a temer pelos personagens secundários. Tony Leung vivi aqui seu primeiro papel de policial infiltrado, papel que iria reprisar no filme Conflitos Internos (Infernal Affairs) que aliás é a versão original de Os Infiltrados (Sim, Os Infiltrados é um remake). Se Tequila é um Policial casca grossa, temos um vilão à altura, MAD DOG (Phillip Chung-Fung Kwok), que apesar do status vilão ainda apresenta certo moralismo em certas cenas, diferente de Johnny Wong (Anthony Chau-Sang Wong) que é o vilão principal, se é que podemos colocar dessa forma.
A expressão ‘menos é mais’  se torna muito válida em relação à efeitos especiais. Hard Boiled é composto de efeitos práticos, onde a balística é importante, os locais se tornam memoráveis pois no fim de cada ação, você vai se lembrar exatamente de onde os tiroteios aconteceram. Sem sangue de CGI, e muitos menos explosões editadas em computador. Todas as explosões de fato aconteceram nos sets de filmagens, histórias muito interessantes sobre isso pode ser encontrada nos extras do filme, espero que a distribuidora ”Obras-Primas do Cinema” nos brinde com mais produções do diretor John Woo, afinal muitos outros foram lançados de forma precárias (Bala na Cabeça) ou não viram a luz em DVD (Just Heroes) e ainda, outros se tornaram raridades (O Matador)…

(Será que o diretor Gareth Evans se inspirou nesse Mad Dog para criar o seu próprio em The Raid?)
O maior trunfo de Hard Boiled é que ele não tenta ser o que ele não é, exatamente o que Gareth Evans fez com seu The Raid, temos aqui um dos melhores filmes de ação de todos os tempos. Indispensável para os amantes do gênero!

Os extras do DVD são:
• Entrevista com o diretor John Woo (38 minutos).
• Entrevista com Villain K. Choi (24 minutos).
• Arte Imita Vida: Entrevista com Philip Chan (15 minutos).
• Fervura Máxima: Guia de localização (8 minutos).
Título Original: Lat Sau San Taam
Ano de Produção: 1992
Idioma: Cantonês
Legendas: Português – Inglês

Violência: 04/05

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Nota Final: 05/05
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Crítica: Coin Locker Girl (차이나타운) [2015]

Procurando por novos ‘Revenge/thrillers’ vindos da Coreia do Sul, me deparei com esse filme dirigido por Han Jun-hee, que foi um dos produtores do ótimo ‘Hwayi: A Monster Boy‘ e é estrelado pela atriz Kim Go-eun (Monster, 2014). O filme foi exibido no Festival de Cannes em 2015 e em alguns festivais menores voltados para o horror/thriller mundo a fora.
A sinopse é bem simples: Uma menina recém-nascida é colocada em um armário operado por moedas em uma estação de metrô. Ela é criada por uma chefe (conhecida apenas como mãe) de um grupo de agiotas. Mais tarde, já adolescente, ela realiza missões dadas por sua mãe.

Com base em uma trama simples, espera-se personagens simplórios! E é exatamente o que nos é entregue, sem muita profundidade os personagens começam a pintar na tela um atrás do outro sem muita informação dada ao telespectador, isso não é necessariamente algo ruim, afinal nos mostra que o diretor sabe o produto que está fazendo e pode nos brindar com um foco em outros aspectos, como a ação, o drama dos personagens, etc, porém ‘Coin Locker Gir’ (China Town em alguns países), não tem um foco em um gênero em específico a não ser o drama. Não podemos o enquadrar no gênero thriller pois o filme não explora o suspense, tensão ou excitação como principais elementos da trama.
Como um filme de drama, Coin Locker Girl ainda falha em alguns aspectos mais básicos do gênero. O tom “sério”, não cômico, é bem retratado mas o desenvolvimento dos fatos e circunstâncias compatíveis com os da vida real (que são os alicerces do gênero) são um tanto quanto rasas demais.
A personagem principal, Il-Young (Kim Go-eun), se aproxima de um dos seus alvos/clientes da qual deveria ser cobrado uma quantia em dinheiro, e como ele não possuía tal quantia, seu dever como uma boa agiota era espancar o coitado, de alguma forma, ela sente algo por ele, algo ‘diferente’, que a faz não cumprir sua função e através dessa situação a trama se desenrola. O longa falha em criar uma boa conexão entre os personagens, a ponto de não nos fazer se importar com o que acontece com eles. Logo, quando um personagem central morre, é apenas mais uma morte.

Entre as falhas, Coin Locker Girl nos entrega algumas boas atuações, como a própria Kim Go-eun como Il-Young e Kim Hye-su (Three… Extremes) como a ‘Mãe’. A violência vem de forma bem natural aos acontecimentos do filme, embora não seja extrema, ainda pode causar desconforto nos não adeptos à ‘violência sul coreana’. Um bom filme para se assistir em uma noite, quando se está faltando ideias.

Violência: 03/05

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Nota Final: 02/05
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