Crítica: The Raid: Redemption (Operação Invasão) [2011]

“No coração das favelas de Jacarta está um esconderijo seguro e impenetrável que abriga os piores e mais perigosos assassinos e gângsteres do mundo. Até agora, o bloco de apartamentos todo destruído tem sido considerado intocável. Escondido sob o manto da escuridão e do silêncio do crepúsculo, um time de elite da Swat é incumbido de invadir o esconderijo para pegar o famoso rei das drogas que comanda o lugar. Mas quando um encontro casual com um vigia revela o segredo deles e a notícia da invasão chega aos ouvidos do rei das drogas, o time acaba ficando preso no sexto andar do prédio e sem saída. A unidade tem que achar um meio de sair das garras dos piores elementos da cidade para sobreviver à missão.”

Com essa sinopse simples, Gareth Evans nos entrega um dos melhores filmes de ação dos últimos anos! The Raid (me recuso a chamar de Operação Invasão ¬¬) é uma daquelas pérolas que todo fã de um gênero em específico adora. Se você é fã de ação, The Raid é pra você o que ‘2001’  é para os fãs de ficção. O filme, assim como a sinopse nos mostra, é bem simples, mas essa simplicidade talvez seja o maior acerto do filme.
Sem muita grana pra filmar seu filme, que continha certa ambição no roteiro, Gareth Evans decidiu fazer um outro filme que se passaria antes, que seria menor, e que se fizesse sucesso iria ajudar a financiar o seu projeto mais ambicioso. Então nasceu THE RAID: REDEMPTION, a ideia de se fazer um filme de artes marciais contidas em um único edifício veio exatamente das questões limitadas de orçamento, porém o filme usa isso ao seu favor, The Raid é frenético, é violento, é insano! Durante uma hora e quarenta minutos de filme, se tem pouco tempo para respirar.
Se vemos um filme de ação, devemos focar a crítica exatamente na ação! Pelo menos é assim que esse que vos escreve pensa. Nesse aspecto, The Raid não só brilhou entre os fãs do gênero como também chamou a atenção de todo o mundo. O filme foi exibido em muitos países da América (fato considerável para uma produção da Indonésia) e por onde passou, criou-se uma legião de fãs. As coreografias vistas em tela são tão complexas quanto orgânicas ao mesmo tempo.
Diferente de muitos diretores atuais do gênero, Gareth sabe quando cortar uma cena durante as filmagens, sendo assim, ele não deixa para que tudo seja mascarado na hora da edição do filme. Outra coisa maravilhosa a se levar em conta são as câmeras que focam em todos os movimentos que os atores fazem. Não tem aquele momento em que você tem que ficar tentando ‘adivinhar’ o que está acontecendo em tela.
Além desses aspectos mais técnicos de direção e produção, temos outro ponto que faz o filme funcionar: O ELENCO! Iko Uwais (Rama) é um grande mestre do Silat, juntamente com Yayan Ruhian (Mad Dog)  – que inclusive treinou vários agentes do serviço secreto da Indonésia – entregam movimentos provenientes de puro ‘SKILL’. Até personagens menores são interpretados por lutadores experientes, Jaka, por exemplo, é interpretado por ‘Joe Taslim’ que foi um lutador profissional de judô.

A violência extrema torna todo o longo caminho até o topo do edifício mais satisfatório. Longe das limitações americanas, Gareth pode fazer o que ele quiser, de dilacerar corpos com um facão até chacinas completas com ‘Avtomat Kalashnikova obraztsa 1947’. Em The Raid as lutas corpo a corpo não funcionariam muito bem sem a violência, todo o contexto da tensão justifica os corpos derrubados. Temos aqui, um raro exemplo de ‘herói que mata’. Rama (Iko) quando encurralado não poupa seus inimigos, isso eleva todo o grau de realismo e deixa de lado o heroísmo barato de produções americanas.
E a trilha sonora? Bom, vamos falar sobre ela, composta por Mike Shinoda (Linkin Park) e Joseph Trapanese (Tron: O Legado), as músicas estão presentes praticamente em todos os momentos do filme. Como The Raid é ação pura, muito barulho se é ouvido, por isso temos bastante músicas, e que música meus caros. Não sou fã de Linkin Park ou de qualquer banda de Metal Alternativo e New Metal que surgiu no início dos anos 2000, porém, as batidas que o Shinoda trouxe, juntamente com Joseph casou tão bem que prefiro ela que a versão original. Na versão original da Indonésia a trilha sonora foi composta por outros compositores, e para a versão internacional foi feita a trilha do Shinoda/Trapanese. Algumas sacadas foram muito legais, tipo misturar dance durante a luta contra a ‘gangue da machete’ ou alterar o som do alarme por uma música que soe como um alarme.

Falando na gangue da machete, esse cara da foto a cima, Alfridus Godfred, interpreta um completo psicopata no filme e na vida real é um ‘arquiteto’. Legal né?

O que dizer do lançamento de The Raid no país? O filme foi distribuído pela Sony no país. Se você é fã, recomendo o blu ray e não o DVD pois os extras são muito bem vindos, além da qualidade incrível presente na versão, inclusive pode-se escolher entre a versão original da trilha sonora, ou a versão internacional! Ótimo!

Violência: 05/05
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Nota Final: 05/05
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