Crítica: The Raid 2 (Operação invasão 2) [2014]

Como fazer uma sequência de sucesso que seja tão bom quanto o primeiro? Bom, essa é uma pergunta terrivelmente difícil de responder, afinal muitas sequências fazem sucesso hoje em dia, só olhar os filmes da Marvel, de Jump Scares que não merecem o título horror embutido na capa, e sem falar nos milhares de spin offs e outras sequências questionáveis tipo um tal de Velo… Enfim! O fato é que fazer sucesso hoje em dia, não está ligado à qualidade final do produto, e isso faz filmes horríveis como Annabele (um spin-off) ser um sucesso e ainda ganhar ‘uma sequência’… Mas existem casos clássicos que podemos citar onde a sequência é tão boa quanto o original, temos The Godfather part II, O Exterminador do Futuro 2 e dando um exemplo recente de ótima sequência, John Wick 2! O que todas essas sequências tem em comum? Elas pegam todo o conceito do original e a expandem para novos horizontes, não basta ter um orçamento maior, tem que nos entregar tudo que o primeiro entregou, porém em dobro. E isso é exatamente o que Gareth Evans e sua equipe fizeram com The Raid. Apesar de ter sido escrito antes (como eu já disse aqui), The Raid 2 ainda é uma sequência, então vou trata-lo como tal. Tudo que vimos no primeiro filme é elevado de forma colossal aqui, com um orçamento maior, o tal projeto ambicioso que Gareth tinha engavetado, expandiu tudo que sabíamos sobre The Raid. Se no 1 tínhamos os personagens confinados à um único edifício, no 2 temos de tudo, de lutas em locais abertos até perseguições automobilísticas.

A trama começa duas horas depois dos eventos ocorridos no primeiro filme, com Rama entregando Wahyu (Pierre Gruno) às devidas autoridades, porém uma reviravolta faz Rama acabar na prisão, onde ele deve agir como policial infiltrado e se aproximar de Uco, o filho de um chefão da máfia. Com base nisso, já temos um contexto totalmente diferente, deixando de ser um ‘Martial Arts Extravaganza‘ para rumar para um ‘Crime/Thriller’ , que dá espaço para mais dramas o que eleva a profundidade dos personagens.
Nas palavras de Gareth Evans: “Sam Peckinpah, John Woo e Jackie Chan, em fases diferentes do cinema, definiram o gênero ação.” Não há quem discorde dele, afinal sempre quando um desses mestres do ‘cinema ação’ prepara o espectador para uma sequência, eles situam você, sempre. Você entende a geografia do local, tem muita claridade e detalhes e também tem uma vontade de mostrar a coreografia limpa que muitos filmes de ação não mostram mais. Muitos filmes de ação hoje em dia abusam dos closes. Balançam a câmera, acrescentam efeitos sonoros dos golpes e dizem: ‘Você viu uma cena de ação’. Ainda nas palavras de Gareth “Se meu pessoal vai criar esta coreografia, minha responsabilidade é mostrar isso”. Alguma dúvida de que se tivéssemos mais diretores como Gareth, não teríamos tanto filme ruim por aí? Pois é.
Voltando para a trama, nota-se a evolução de Iko Uways como ator, durante as lutas, desde The Raid, Iko já entregava ótimas performances, mas parecia um tanto desconfortável nas cenas de drama, aqui a história é outra, Iko evoluiu bastante como ator/drama e podemos nos simpatizar ainda mais com seu personagem e os dramas vividos por ele.

The Raid 2 ainda é palco para vários personagens ‘cartunescos’ que parecem ter saído de um mangá de Hiroaki Samura ou de um filme do Takashi Miike, como o ‘Baseball Bat Man’ e a ‘Hammer Girl’, que são dois antagonistas que usam um taco de baiseball e dois martelos, respectivamente, os personagens praticamente sem falas e pouco tempo em tela, tem uma presença incrível e mesmo após os créditos você não vai se esquecer deles. Yayan Ruhian que interpretou o Mad Dog no primeiro The Raid está de volta como um novo personagem, Prakoso. Pros fãs de filmes da Yakuza, um rosto será reconhecido, Ken’ichi Endô (Visitor Q, Crows Zero) está presente no filme como um Yakuza que possui territórios em Jakarta. O meu destaque, entre os personagens novos, vai para Arifin Putra como Uco.
A sequência final do filme entrega uma dos melhores embates já vistos em um filme antes. ‘Rama vs Hammer girl e Baseball Man’ seguido pela incrivelmente famosa luta na cozinha é de brilhar os olhos! The Raid 2 é tudo que uma sequência precisa ser, agora só nos resta esperar que The Raid 3 não demore muito…

https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/M/MV5BMGE0ZGQ3ZTMtMmQ3My00OTgyLTgwNjYtMmI1MzdiNDM1NWNiXkEyXkFqcGdeQXVyNDA4OTExNDU@._V1_SX1777_CR0,0,1777,999_AL_.jpg

Curiosidade: Cecep Arif Rahman que faz ‘O Assassino’ é professor de inglês nas horas vagas! Cool! ^^

Violência: 05/05  =’)
https://orienteextremoart.files.wordpress.com/2016/12/38f44-bloody_butcher.gif?w=676https://orienteextremoart.files.wordpress.com/2016/12/38f44-bloody_butcher.gif?w=676https://orienteextremoart.files.wordpress.com/2016/12/38f44-bloody_butcher.gif?w=676https://orienteextremoart.files.wordpress.com/2016/12/38f44-bloody_butcher.gif?w=676https://orienteextremoart.files.wordpress.com/2016/12/38f44-bloody_butcher.gif?w=676
Nota Final: 05/05 =,)
https://orienteextremoart.files.wordpress.com/2016/12/38f44-bloody_butcher.gif?w=676https://orienteextremoart.files.wordpress.com/2016/12/38f44-bloody_butcher.gif?w=676https://orienteextremoart.files.wordpress.com/2016/12/38f44-bloody_butcher.gif?w=676https://orienteextremoart.files.wordpress.com/2016/12/38f44-bloody_butcher.gif?w=676https://orienteextremoart.files.wordpress.com/2016/12/38f44-bloody_butcher.gif?w=676

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s