Teaser trailer do filme “The Merciless”

“The Merciless” (Bulhandang), terceiro filme do diretor Byun Sung-hyun, estreia hoje, dia 17/05/2017, na Coreia do Sul e assim como The Villainess, será exibido no dia 24 desse mês no ‘Festival de Cannes’ como parte das ‘Sessões da Meia-noite‘. O elenco conta com Kyoung-gu Sul (Pânico na Torre) e Si-wan Yim (One-line).

Sinopse: Jae-ho é um líder de uma gangue extramamente perigoso temido. Dentro da prisão, criou sua própria lei na qual todos os outros prisioneiros são submetidos. O que ele não imaginava era que, com a chegada de Hyun-soo, um homem que não costuma respeitar regras, sua autoridade viria a ser questionada.
(Sinopse de acordo com o site AdoroCinema)

 


(Pôster de divulgação do ‘Festival de Cannes’).

Kim Ok-bin ‘badass’ no novo filme de Jung Byung-gil.

The Villainess é o nome do novo trabalho de Jung Byung-gil (Confession of Murder, 2012), o filme será distribuído pela Next Entertainment World e terá no elenco Kim Ok-bin (Sede de Sangue) e Shin Ha-kyun (Mr Vingança).

A história acompanhará Sook-hee (Kim Ok-bin), uma assassina treinada, que sairá em busca de vingança contra o homem que matou seu marido.
The Villainess está marcado para estrear em junho na Coreia do Sul, e terá sua premiere no Festival de Cannes que acontecerá nesse mês de maio entre os dias 17-28.

Fonte: http://www.its-new.co.kr/movieInfo.aspx?idx=560&menucode=2&l=1&t=299

Crítica: Mr. Vingança (복수는 나의 것 ) [2002]

Para os amantes do cinema, um nome sempre fica no radar quando um novo projeto é anunciado, Park Chan-wook. O diretor sul coreano ganhou a atenção da mídia em 2000 com o sucesso de público e crítica “Zona de Risco“, dois anos depois, o diretor nos brindou com o primeiro filme de sua trilogia temática sobre vingança (Oldboy e Lady Vingança são os outros dois). O filme Sympathy for Mr. Vengeance (Mr. Vingança no Brasil) talvez seja o menos acessível da trilogia, pela sua narrativa complexa, com vários personagens interligados através de motivações diferentes mas que tem um objetivo em comum: Vingança!

A história inicialmente acompanha um jovem surdo-mudo chamado Ryu (Ha-kyun Shin), que desesperadamente tenta conseguir um transplante renal para sua irmã (Ji-Eun Lim), porém Ryu foi despedido da fábrica de onde trabalhava, e sem condições financeiras, faz um trato com vendedores de órgãos clandestinos, mas imediatamente se torna uma vítima dos vendedores. Então, juntamente com sua namorada anarquista (Doona Bae) planejam sequestrar a filha do dono da fábrica onde Ryu trabalhou, para com o dinheiro do resgate, pagar o transplante para sua irmã. Inicialmente, o plano era que ninguém se machucasse mas infelizmente, as coisas fogem do controle.
Pode-se dizer que esse filme é um trágico conto de comédia de erros, com um forte apelo emocional. Uma vez que uma tragédia acontece, ela serve de catalisador para uma sequência de eventos violentos que levará todos personagens a buscar vingança.
É nesse filme que Park Chan-wook estabiliza seu tom violento de narrar histórias, fazendo todos atos serem impactantes e brutais e mesmo assim, contribuem para a narrativa e pro andamento da história. Nenhuma morte em Mr. Vingança é simplesmente ‘uma morte’, todas elas vem de formas punitivas, mortes longas, e Park nos faz testemunhar todo o acontecimento em detalhes, sem pressa de cortar para a próxima cena. Além de toda essa carnificina, está presente também, o humor ácido do diretor.

Sendo Ryu um surdo-mudo, o filme possui cenas de plena ‘quietude’, e isso contribui de forma peculiar para a narrativa, incluindo a “primeira cena de sexo da história composta por linguagens de sinais” (é mais engraçado do que parece), essa ‘tranquilidade’ em volta do personagem também me fez lembrar das grandes obras do diretor/ator Takeshi Kitano, que por várias vezes, conta suas histórias através do silêncio e imagem. Algumas vezes, o filme A Scene at the Sea de 1991, onde Kitano também fez a escolha de ter um personagem surdo-mudo, vinha na minha cabeça.


A execução de todos esses elementos narrativos fazem Mr. Vingança quase um conto Shakespeariano, inclusive, assim como todos os trabalhos do diretor, os personagens são muito bem trabalhados e ainda é palco de grandes atuações, em destaque o grande Song Kang-ho (Memórias de um Assassino, Zona de Risco) que interpreta Park Dong-jin, o dono da fábrica onde Ryu trabalhava e que tem a filha sequestrada.

Apesar de conter vários atos de vingança, por vários personagens, o filme ainda contém uma reviravolta incrível nos últimos minutos que fecha a história com chave de  ̶s̶a̶n̶g̶u̶e̶  ouro. É incrivelmente difícil não se simpatizar pelos personagens, apesar de testemunharmos todos seus atos violentos e claramente sabermos que eles estão cometendo atos terríveis, simpatia essa que está presente inclusive no título original do filme (Sympathy for Mr. Vengeance), mas que se perdeu no título brasileiro, que foi chamado apenas de Mr. Vingança.

Cada segundo de Mr. Vingança é preenchido com uma informação útil sobre os personagens, suas motivações e sentimentos, portanto, muita atenção aos detalhes!
Por duas horas, Park Chan-wook consegue segurar a atenção, incomodar, e brincar com os sentimentos do telespectador, nos fazendo cúmplices desse trágico conto sobre vingança. Um drama difícil de escolher lados.

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A edição brasileira do filme foi lançada pela Platina filmes, embora eu seja eternamente grato ao filme ter sido lançado em DVD no país, a imagem não está lá essas coisas. Os extras são dispensáveis e os trailers iniciais são impossíveis de pular. Espero que um dia seja relançado com uma qualidade melhor!

Avaliação: ★★★★★ (Ótimo)
Duração: 2 hr 9 min (129 min)
Idioma: Cantonês
Elenco: Song Kang-ho Song, Shin Ha-kyun, Doona Bae
Diretor: Park Chan-wook
 

“The Night Comes for Us” filme reunirá mais uma vez os astros de The Raid!

Em 2014, a pré-produção do filme The Night Comes For Us foi paralisada por motivos desconhecidos. O filme seria dirigido pelo diretor indonésio Timo Tjahjanto que é conhecido pelas direções conjuntas de Kimo Stamboel (popularmente “The Mo Brothers”), que inclusive foram os diretores de Headshot.
Mês passado, ainda de acordo com o diretor Tjahjanto, “The Night Comes for Us” está definitivamente a todo vapor!
The Night é um neo-noir thriller que é estrelado por Joe Taslim (Operação Invasão), Sunny Pang (Headshot) e Julie Estelle (Operação Invasão 2, Headshot). A coreografia será feita pelo “The Iko Uwais Team” encabeçado por Iko Uwais (Operação Invasão) e Very Tri Yulisman (Operação Invasão 2).
O ex-judoca Joe Taslim viverá Ito, um gangster que se vê no meio de um traiçoeiro e violento conflito entre os membros de sua própria família. O filme tem previsão de lançamento ainda para 2017.

“Triple Threat” O filme que reunirá Iko Uwais, Tony Jaa e Tiger Chen pela primeira vez!

Tony Jaa (Ong Bak), Tiger Chen (O Homem do Tai Chi) e Iko Uwais (Operação Invasão)
irão estrelar o novo filmes de Jesse V. Johnson (Savage Dog), o filme é descrito como “Os Mercenários com artes marciais. O filme ainda vai contar com Michael Jai White (Lutador de Rua), Scott Adkins (Soldado Universal – Juízo Final), Celina Jade (Skin Trade), Jeeja Yanin (Chocolate) e o lutador da UFC Michael Bisping.
De acordo com o “The Hollywood ReporterTriple Threat se inicia após a filha de um bilionário se tornar o alvo de mercenários de um cartel. Tony Jaa, Tiger Chen e Iko Uwais serão os protagonistas que ajudarão a filha do bilionário e os vilões serão os americanos Michael Jai White, Scott Adkins e Michael Bisping.
Segundo o IMDB o filme se encontra em pré-produção e será lançado ainda em 2017, para a nossa alegria!

“Paradox” Novo filme de Tony Jaa!

 Paradox é o nome do novo filme estrelado por Tony Jaa (Ong Bak, O Protetor), será dirigido por Wilson Yip (Ip Man, SPL: Kill Zone) e ainda terá o grande Sammo Hung (Dragões para Sempre) como diretor de ação.
As filmagens começaram em Bangkok em 29 de outubro de 2016, onde foi realizada a cerimônia de lançamento da filmagem, que contou com a participação dos produtores Cheang Pou-soi e Paco Wong, do diretor Wilson Yip, do diretor de ação Sammo Hung e dos membros do elenco Louis Koo (Drug War), Tony Jaa (Ong Bak),  Wu Yue (Cold War 2), Gordon Lam (Drug War, Cold War), e Ken Lo (Police Story 2, Massacre no Bairro Chinês).
Para seu papel como um assistente de um candidato à prefeito de Bangkok, Gordon Lam estará aprendendo a falar tailandês. As filmagens de Paradox foram finalizadas oficialmente após mais de três meses de filmagem em Hong Kong e Tailândia em fevereiro de 2017.

 

 

 

Imprint [2006] O perturbador episódio banido de Takashi Miike

Se a verdade for muito cruel, vale a pena ouvi-la? Sim! Pelo menos é isso que Christopher (Billy Drago), o protagonista pensa, e para nossa sorte como telespectador, a verdade é cruel até para nós.
Depois de muita procura, obtive acesso à primeira temporada da série antológica “Mestres do Terror”, cada episódio, uma história diferente, e o melhor, dirigida por grandes nomes do gênero, Tobe Hooper (O Massacre da Serra Elétrica, 1974), Dario Argento (Suspiria, 1977), John Carpenter (O Enigma do outro Mundo, 1982) e claro, Takashi Miike, além de muitos outros.
A primeira temporada possui 13 episódios e foi exibida pelo canal Showtime em 2005/2006. Cada diretor tinha um orçamento limitado para criar sua obra. A série foi exibida normalmente, porém, o último episódio, dirigido por Takashi Miike foi banido pelo canal Showtime, que no início até tentou censurar algumas partes mas no fim acabou que por cancelar a exibição do episódio por considerar ‘perturbador demais’ para a TV. Claro que tudo isso funcionou muito bem para o episódio de Miike, tanto que quando tive acesso a série, esse foi o primeiro episódio que vi!
Imprint
A obra começa com Christopher (Billy Drago) chegando em um ilha sinistra onde ele irá dar continuidade à procura de sua amada Komomo (Michié) da qual havia lhe prometido lhe levar para a América anos antes. Chegando lá, ele não encontra Komomo e decide passar a noite em companhia de uma prostituta desfigurada. Através dela, Christopher começa a ouvir a história de Komomo, à cada fato revelado, a história começa a ficar mais macabra e quanto mais ouvimos, mais reviravoltas acontecem!
A narrativa é muito bem elaborada, pois a cada novo fato acrescentado a história, o ponto de vista do telespectador muda sobre um mesmo acontecimento. Com base nessa narrativa bem construída, Miike não para de jogar reviravoltas na tela.
Logo nos primeiros minutos de Imprint já fica claro os motivos que levaram a rede Showtime de não exibir tal episódio, não revelarei muito para não estragar as surpresas mas o fato é que Imprint deixa muito claro que (para nossa sorte) Takashi Miike é um verdadeiro psicopata!


As cenas de tortura são longas, ocupam boa parte do longa (que possui 60 minutos de duração) e vão fazer você se remexer por dentro! Conforme mais fatos são revelados, nosso ponto de vista vai mudando e com base nisso, o clima vai ficando mais pesado pois vamos lentamente descobrindo a verdade!
Como é uma produção americana com atores orientais, os diálogos são em inglês. Isso me incomodou um pouco, pois o sotaque de alguns atores é horrível e nada crível, a barreira linguística sempre deveria ser seguida mesmo em trabalhos feitos para a TV.
Os cenários fechados são muito bem construídos, o mesmo não pode ser dito dos cenários “externos” que parecem uma versão de cenários do Chapolin melhorados, isso não é necessariamente ruim, uma vez que tudo foi feito para ficar com cara de ‘filme B’.
No fim, quando somos entregues a verdade dos ocorridos, Imprint me perdeu um pouco pois parece ter tirado um evento do Gremlins, não deixava de achar graça sempre que via aquela aberração em tela.

No fim, Imprint corresponde ao hype criado em torno do status de ‘episódio banido’ mesmo que a revelação ‘Gremlins’ na reta final possa tirar um pouco desse brilho.

Shigurui – Death Frenzy

Ainda neste dia 24 de abril, quero trazer mais uma homenagem aos SAMURAIS!
Dessa vez não com outro filme de samurai (ainda terá muitos outros figurando por aqui) mas com uma mídia diferente, que apesar de episódico, não deixa de estar dentro do contexto aqui do Oriente Extremo. É o ‘anime’ Shigurui: Death Frenzy, esse anime é uma das que considero como ‘obra-prima isolada’, pois apesar de se diferenciar de certa forma de seu material original (mangá escrito por Takayuki Yamaguchi) não deixa de ser um ótimo entretenimento por si só!
Assim como a adaptação de BERSERK (meu mangá favorito), Shigurui tenta seguir os passos de sua obra original até certo ponto do mangá mas com menos episódios (Berserk possui 25, Shigurui apenas 12). Embora não capture toda a tensão do material original, o estúdio Madhouse (Hellsing Ultimate, Death Note) ainda faz um ótimo trabalho em criar uma atmosfera incrível. Com base apenas nos primeiros 32 capítulos do mangá, (que vai até metade do sexto volume publicado) o anime foi exibido pela emissora WOWOW em 19 de julho de 2007 até 12 de outubro do mesmo ano. A série foi dirigida por Hiroshi Hamasaki (do ótimo Steins;Gate) e foi adaptada por Seishi Minakami.
A história começa em 1629 Shizuoka durante a regra de Tokugawa Tadanaga. O daimyo organizou um torneio onde os participantes lutaram com espadas reais em vez das tradicionais thanbokken (“espada de madeira”). A história gira em torno do primeiro combate entre o espadachim de um braço Fujiki Gennosuke e o samurai cego Irako Seigen e lida com as circunstâncias que levaram os dois a participar do torneio Tokugawa.

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Logo nos primeiros instantes de Shigurui, nota-se que este não será um anime tradicional shonen pois assim como Berserk a violência aqui é constante e sempre mostrada de forma visceral e extrema. Infelizmente essa violência extrema pode afastar algumas pessoas da obra, porém, para os que estão dispostos a enfrentar esse olhar peculiar sobre os samurais e toda sua violência, Shigurui brinda com uma exploração muito bem aprofundada em todos os seus personagens.
A história, apesar de se iniciar como uma típica história de samurai logo começa a se transformar em um thriller, e as vezes pode beirar o horror genuíno, com torturas e incontáveis litros de sangue jorrando na tela.

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Assim como o gênero SEINEN propõe histórias sérias para um público maior de idade, a trilha sonora de Shigurui é madura, nada de K-pop aqui, tudo é bem tematizado, a trilha sonora só adiciona mais tensão ao que se é visto em tela.
Mesmo com toda a mistura de gênero, atmosfera sombria e personagens bem trabalhados, nada disso seria grandioso se a animação não fosse das melhores. Nesse aspecto, a Madhouse da um SHOW de animação, tecnicamente, o anime segue o padrão estabelecido em animes como Hellsing Ultimate e Death Note, com uma animação fluida e cores abstratas muito bem distribuídas mesmo que o tom ‘cinza’ seja predominante.

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Como eu disse antes, Shigurui é uma verdadeira obra-prima, mesmo que não seja equivalente a fonte, ainda brilha em todos os aspectos possíveis que se pode pedir de uma animação, seu único e verdadeiro defeito, realmente, é ser pequeno demais…

 

Crítica: Headshot (2016)

Headshot é uma produção da Indonésia, o filme foi dirigido pelos irmãos Kimo Stamboel e Timo Tjahjanto, popularmente conhecidos como ‘The Mo Brothers‘. Lançado em setembro de 2016 no Festival Internacional de Cinema de Toronto.
O filme é estrelado por Iko Uwais (The Raid 1 e 2), Julie Estelle e Very Tri Yulisman ( respectivamente, a garota do martelo e o cara do taco de baseball de The Raid 2), Sunny Pang e Chelsea Islan. O filme ficou conhecido antes do lançamento como o ‘Jason Bourne com luta de verdade’. De Bourne, Headshot bebe pouco, além do fato do protagonista sofrer de amnésia, pouco se pode comparar entre os dois filmes.
Fãs de The Raid (Operação Invasão) alegrem-se pois o filme é um grande aquecimento pra The Raid 3 (ainda que esse esteja longe de acontecer), o filme é visceral, violento ao extremo e IKO está no filme, porém nem tudo são mar de sangue rosas nesse filme…
Headshot peca no enredo, sendo previsível e um pouco repetitivo mas HELL, é um filme de ação, então vamos focar na ação! Depois da incrível luta da cozinha que fecha The Raid 2 com chave de ouro, o gosto de ‘quero mais’ esta presente na boca de muitos fãs. E esse filme vem para suprir esse desejo por mais carnificina… porém, se você espera um combate ao nível The Raid, vai se decepcionar muito! Veja o filme apenas com um aperitivo do que está por vir no futuro, e que esse filme esta aí apenas para suprir nosso desejo por sangue. As lutas não são tão tensas como em The Raid, o que já era esperado, afinal não temos a presença de Gareth Evans e Yayan Ruhian (aqui é creditado apenas como Uwais Team). Mas quando digo que as lutas ‘não são tão tensas’ eu não quero dizer que são ruins, apenas que não estão naquele nível de perfeição, mas ainda dão um show em muito filme de ação dos dias atuais!

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Os vilões são bem canastrões, então espere rodeios em situações simples, mas isso contribui para termos combates mais disputados no mano a mano o que acaba por ser um  bom entretenimento. Como um grande fã de Iko eu vibrava a cada nova sequência de luta, e a cada gota de sangue derramado eu me perguntava qual é a mágica que a Ásia tem para fazer essa violência extrema ser tão prazerosa!? Se você quer sangue, não vai se decepcionar em Headshot!
O trabalho de câmeras é um acerto, embora eles reciclem alguns truques de The Raid, como a do ônibus por exemplo, não deixa de ser um fantástico trabalho entre coordenação e coreografia. Dessa vez Iko luta contra Julie Estelle e Very Tri Yulisman separados e não juntos igual The Raid 2. O mais legal aqui, são as interações, aqui eles trocam palavras durante as lutas, o tom é diferente, em The Raid 2 tínhamos um clima mais desesperado, era o que a situação requeria, aqui, eles se conhecem, então fica difícil não ter certa emoção durante a luta.
A trilha sonora passa um clima de thriller, o que funciona muito bem, principalmente na luta final! Onde o tom emocional é ainda mais forte. Se você é fã de The Raid, fortemente recomendo esse filme! Só não espere algo no mesmo patamar! Quanto aos diretores The Mo Brothers que fizeram sua estreia no gênero ação com esse filme: Nada mal!

Headshot (2016) Iko Uwais vs Sunny Pang

Violência: 05/05

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Nota Final: 03/05
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Hard Boiled/辣手神探 (Fervura Máxima) [1992]

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Em uma época onde a palavra ‘MÁXIMA’ estava em alta nos títulos lançados no país – Speed/Velocidade Máxima (1994), Sonatine/Adrenalina Máxima (1993) – chegou em VHS o filme Lat Sau San Taam(辣手神探). O filme foi lançado no país pelo nome de Fervura Máxima, naquela época alguns filmes levavam três ou quatro anos para chegar ao nosso mercado, isso quando chegava, mas devemos admitir que os filmes asiáticos na antiga época do VHS eram mais lançados no Brasil do que hoje em dia. Muitos filmes asiáticos hoje em dia sequer chegam ao nosso mercado. Fervura Máxima mesmo (que título triste…), não havia sido lançado em DVD no nosso país até o mês passado, quando a distribuidora ‘Obras-Primas do Cinema‘ nos presenteou com o filme!
Dirigido pelo mestre da ação John Woo (The Killer, Bala na Cabeça, Alvo Duplo) e estrelado por Chow Yun Fat (O Tigre e o Dragão), o filme é simplesmente, um dos melhores filmes de ação que você pode encontrar por aí, esse clássico não só nos presenteia com cenas de ação intensas mas nos faz lembrar de como filmes de ação costumavam ser bem filmados. Com o mercado americano atual sugando a mente de todos os que gostam de assistir filmes e entregando filmes de ação cheios de CGI e shaky cam (salvo filmes do circuito B e John Wick é claro), assistir a essa obra é bem recompensador pelo quesito AÇÃO! Como essa é uma crítica de um filme de ação, sempre gosto de dizer antes de começar que de fato estarei centrando meu review na ação em si.
A sinopse: “Em Hong Kong, Yuen (Chow Yun-Fat), um inspetor de polícia que é normalmente conhecido como Tequila, fica transtornado quando seu parceiro morre em um tiroteio com gângster em uma casa de chá. Tequila então se une a Alan, interpretado por Tony Leung (Conflitos Internos, Bala na Cabeça), um policial infiltrado, para vingar o amigo e impedir que esta quadrilha mate gente inocente.”
Woo nos brinda com inúmeras sequências de ação sangrentas, e um trabalho de câmera dinâmico que nos coloca a par de tudo e a todos ao redor, o tiroteio inicial na casa de chá já é um clássico por si só, inclusive sempre é lembrada nas listas de ‘maiores tiroteios do cinema’ ou ‘melhores sequências de ação’, essa cena sempre disputa com a famosa sequência do hospital, onde temos o uso de uma única câmera que segue os protagonistas durante o tiroteio, interessante que essa cena em questão, é do mesmo filme!

Se em algumas partes temos os tiroteios sendo conduzidos quase como uma sinfonia violenta, em outras temos um vislumbre de como John Woo é merecedor do título de um ‘Um dos melhores diretores de ação de todos os tempo’, algumas cenas, nas mãos de outros diretores, não teriam o mesmo brilho. O ‘STYLISH’ do diretor continua, porém de forma diferente do visto antes. Se aqui não temos sobretudos e óculos escuros como em A Better Tomorrow (Alvo Duplo), ainda temos as famosas Dual Guns, Mexican Standoffs, o foco na amizade, e claro, muita violência. As dual guns aliás, estão bem overpower em Hard Boiled, Tequila atira como o Rambo e o mesmo pode-se dizer de Alan, o interessante é ver certos indivíduos não iniciados ao trabalho de Woo dizer que “esse cara (John Woo), não sabe como uma arma funciona.” O fato é que John Woo e toda sua equipe, sacrificam todo o realismo por trás das armas de fogo e foca simplesmente no estilão badass dos protagonistas.
Woo faz o uso do slow-motion como nenhum outro, para nos por a par da geografia local, e para enfatizar um ocorrido que nos trará emoção através da ação ou de um simples olhar. Na realidade teríamos muitas das situações sendo dribladas de formas diferentes por dois policiais experientes, porém esse é o universo cinematográfico de John Woo, onde ele constrói sua própria realidade, questionar o realismo nos filmes de Woo seria a mesma coisa de questionar como ninguém morre na Alameda dos Anjos durante os combates dentre os Mega Zordes e os monstros… Ou porque o Superman não usa a visão de Raio-X pra ver Lois Lane pelada! Simplesmente não se questiona esse realismo nessas obras, o mesmo pode-se dizer nas obras de John Woo!
Todas as sequências de tensão são seguidas por sequências de extrema calmaria, interessante como o diretor molda todo o seguimento violento do filme e consegue unificar as cenas mais calmas. Se não tememos pela vida dos protagonistas, aprendemos a temer pelos personagens secundários. Tony Leung vivi aqui seu primeiro papel de policial infiltrado, papel que iria reprisar no filme Conflitos Internos (Infernal Affairs) que aliás é a versão original de Os Infiltrados (Sim, Os Infiltrados é um remake). Se Tequila é um Policial casca grossa, temos um vilão à altura, MAD DOG (Phillip Chung-Fung Kwok), que apesar do status vilão ainda apresenta certo moralismo em certas cenas, diferente de Johnny Wong (Anthony Chau-Sang Wong) que é o vilão principal, se é que podemos colocar dessa forma.
A expressão ‘menos é mais’  se torna muito válida em relação à efeitos especiais. Hard Boiled é composto de efeitos práticos, onde a balística é importante, os locais se tornam memoráveis pois no fim de cada ação, você vai se lembrar exatamente de onde os tiroteios aconteceram. Sem sangue de CGI, e muitos menos explosões editadas em computador. Todas as explosões de fato aconteceram nos sets de filmagens, histórias muito interessantes sobre isso pode ser encontrada nos extras do filme, espero que a distribuidora ”Obras-Primas do Cinema” nos brinde com mais produções do diretor John Woo, afinal muitos outros foram lançados de forma precárias (Bala na Cabeça) ou não viram a luz em DVD (Just Heroes) e ainda, outros se tornaram raridades (O Matador)…

(Será que o diretor Gareth Evans se inspirou nesse Mad Dog para criar o seu próprio em The Raid?)
O maior trunfo de Hard Boiled é que ele não tenta ser o que ele não é, exatamente o que Gareth Evans fez com seu The Raid, temos aqui um dos melhores filmes de ação de todos os tempos. Indispensável para os amantes do gênero!

Os extras do DVD são:
• Entrevista com o diretor John Woo (38 minutos).
• Entrevista com Villain K. Choi (24 minutos).
• Arte Imita Vida: Entrevista com Philip Chan (15 minutos).
• Fervura Máxima: Guia de localização (8 minutos).
Título Original: Lat Sau San Taam
Ano de Produção: 1992
Idioma: Cantonês
Legendas: Português – Inglês

Violência: 04/05

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Nota Final: 05/05
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